sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Somos livres e nosso voto é secreto

A campanha eleitoral é oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto Nacional com participação popular

Estamos construindo uma forma diferente de fazer Política e, sobretudo, estamos construindo um novo político. Nossa missão é de ser construtores de uma política de respeito aos direitos humanos; de valorização de homens e mulheres; de proteção ao meio ambiente e de fortalecimento dos movimentos sociais. Se nunca aceitamos ser ludibriados por quaisquer forças políticas, hoje não aceitamos e não queremos ludibriar os que nos confiaram o seu voto em dois mil e oito. No próximo dia 03 de outubro tomaremos a decisão importante de eleger os nossos representantes, aqueles que velem para que nossa missão seja cumprida, aqueles que durante o mandato sirvam aos interesses e às necessidades da população, aqueles que são e apóiam a FICHA LIMPA. Sim, pois 85% dos brasileiros apóiam a Ficha Limpa e mais de 2 milhões se mobilizaram pela aprovação da lei. Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.

Queremos mais porque merecemos mais do que nos oferecem e assim o queremos porque podem nos oferecer mais. Não nos conformemos com pouco e por tão pouco tempo. Queremos educação e a queremos com altos índices de qualidade. Queremos saúde e a queremos em pleno funcionamento e com eficiência e eficácia, pois a vida é o bem maior que temos, necessita ser assistida. A vida é um curso que não pode seguir apenas em tempos de campanha, ela é até que a morte a interrompa. Queremos saneamento básico: esgotamento sanitário, sarjeta, meio fio, asfaltamento, coleta regular de lixo, água tratada. Queremos esporte e lazer. Queremos uma política consistente de garantia de emprego e geração de renda. Queremos tudo o que temos direito, inclusive o direito de ter direitos.

Nesse dia 03 de outubro temos grande responsabilidade com o conjunto da sociedade, devemos pedir a Deus que nos dê sabedoria para aceitar aquilo que não pode ser mudado e coragem para mudar aquilo que precisa ser mudado. Temos opções, entre elas, votar por conveniência, por acomodação ou votar em busca de melhores dias para a população de Bacabal e do Maranhão. Mas para mudar o Maranhão é preciso ter atitude, é preciso querer para todos nós e não apenas para alguns. Temos o poder de decidir no voto secreto o que realmente queremos. Juntos, nós geramos uma onda de esperança por um governo sem corrupção nunca antes vista. Este é o começo de uma política que trabalha para o povo.

Vamos à luta! Vamos às urnas! Somos livres e nosso voto é secreto!

Dia Nacional do 'tripalium'

Buscando compreender o sentido da palavra trabalho, partilho com o leitor/internauta que etimologicamente a palavra vem do latim tripalium, de tripaliare, que significa torturar com o tripálio, aparelho formado por três pés, que serve para sujeitar e imobilizar certos animais (cavalos, principalmente) para ferrá-los.

Por sua etimologia, trabalho é atividade penosa e constrangedora, que exige um esforço doloroso. Para a maioria dos(as) trabalhadores(as) ainda o é, seja porque é cruel, pesado, desumano, ou seja por não haver uma remuneração digna pelas horas e ou pelo esforço.

O trabalho dignifica o homem. Talvez por essa nuance homens e mulheres se submetem às mais desumanas formas de exercer uma atividade produtiva.

Pior que trabalhar "duro" é continuar "duro" após o trabalho, nesse ponto de vista acho que todos concordam, pois todo(a) trabalhador(a) é digno de seu salário. Mas interessante é ter salário digno!

Para a Filosofia trabalho é atividade consciente e voluntária, pela qual o homem exterioriza no mundo fins destinados a modificá-lo, de maneira a produzir valores ou bens social ou individualmente úteis e satisfazer assim suas necessidades.

Desse conceito filosófico enchemos nossos olhos, mas falta encher a mesa do(a) trabalhador(a). O homem do campo produz o alimento que vai à mesa do rico, mas não fica em sua própria mesa. Sim, porque não só de pão vive o homem, logo é necessário calçar, vestir, lazer, educação, entre tantas outras coisas e o que é produzido no campo é atravessado para a cidade.

O homem da cidade (comerciante) compra o que é produzido no campo, vende e revende, mas em geral não fica em sua mesa, pois os impostos são altíssimos e precisam ser devolvidos ao governo.

Penso seriamente qual o conceito que melhor se aplica ao termo trabalho, se o de sua etimologia ou que é dado pela Filosofia. Chego à conclusão que o verdadeiro trabalhador está com o tripálio sobre os seus ombros.

Dia Nacional da Educação


O Plano de Metas Compromisso Todos Pela Educação, instituído através do Decreto nº 6.094/07 está sendo o indicativo de que a educação pública precisa melhorar. A adoção de metas unicamente quantitativas nos objetivos de desenvolvimento do milênio relacionados à educação é equivocada e pode produzir efeitos negativos, afirma um artigo publicado na última edição da Poverty In Focus, uma revista do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

"É a qualidade, não apenas a quantidade, da educação que importa", afirma o autor do texto, o pesquisador Yehualashet Mekonen, do African Child Policy Forum. "E a educação de baixa qualidade afeta negativamente os pobres", ressalta.

Hoje, 28 de abril, registra-se nacionalmente o dia da educação e neste ano um marco ocorrido. A Conferência Nacional de Educação na tentativa de se construir um sistema articulado de ensino; a elaboração (em curso) do novo Plano Nacional de Educação, com vigência a partir de 2011; a desvinculação dos recursos da união; a fixação do percentual de 5% do PIB para educação.

Na esfera estadual, a realização de concurso público ainda que para o provimento de um número ínfimo de vagas e o imediato seletivo para contratação. Na esfera municipal concurso público também com número inferior de vagas; a implantação do piso ainda que com entendimento distorcido; reforma e ampliação de escolas.

Apesar de algumas conquistas, ainda nos falta muito para comemorar:

1. A gestão democrática dos recursos públicos conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é um sonho e será uma conquista, ainda que forçada pela Lei de Responsabilidade Educacional.

2. A assistência à saúde física e mental para os profissionais da educação que atualmente estão acometidos de doenças como o tabagismo, alcoolismo, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo, estresse progressivo, entre outros males que não são hereditários, mas adquiridos na profissão.

3. A assistência psicossocial, pois não raras vezes os profissionais da educação são vítimas da violência infanto-juvenil. Um exemplo: ao praticar o assalto o bandido reconhece a vítima e controlando-a fala: "calma professora eu vou levar só a televisão, vou deixar sua bicicleta".

4. A assistência previdenciária, pois é freqüente a corrida dos profissionais da educação em busca de seus benefícios e tanto o INSS ou o Regime Próprio de Previdência, quanto os órgãos empregadores não respondem no tempo devido, conforme regulamentado em Lei. E a tão esperada aposentaria leva anos para ser concedida.

Enumeramos apenas quatro dramas dos educadores brasileiros no exercício da profissão. Enfim, nosso compromisso com a educação passa por um olhar critico sobre as lutas e as conquistas da classe, pois a melhor forma de se comemorar ao dia da educação é trabalhar por ela.

Resumo Legislativo 2009

A professora e vereadora Liduina Tavares disponibiliza para você bacabalense e de outras cidades, um resumo de seus trabalhos legislativos durante todo ano de 2009.

A vereadora também convida você e a quem possa interessar para participar de uma reunião de avaliação desse primeiro ano de mandato. A mesma acontecerá:
LOCAL: Associação Comercial (Rua Barão do Rio Branco, 108, Centro)
DATA: 14/12/09
HORÁRIO: 19h e 30min

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O RESUMO DO ANO LEGISLATIVO 2009 DA VEREADORA LIDUINA TAVARES.

Homens e bêbados

Faço-me a pergunta: por que se gasta tanto com festividades? Respondo-me sempre convicta de que quanto mais embriagados estivermos menos nos importamos com o que ocorre ao nosso redor. Coincidência ou não passamos muitos dias do ano em pleno estágio de embriaguês.

Pensemos juntos... Ao iniciar o ano comemoramos a véspera e o dia de ano; são dois dias seguidos, mas se coincidir a data numa sexta feira então serão quatro dias.

Preparamos-nos para o carnaval, festa grandiosa, pensada para dois dias, mas nós agitamos desde o sábado então são quatro dias consecutivos; não esquecendo que as prévias de carnaval acontecem, no mínimo, cinco finais de semanas antes do dia D, logo, teremos curtido mais dez dias intercalados.

Mesmo na quaresma não há trégua, pois a partir da Quinta Feira Santa já se joga cartas ou outros jogos regados sempre de algum tipo de bebida, então são quatro dias de embriaguês e olhe que neste caso estamos contritos e solidários ao Homem que morrera numa cruz para nos assegurar vida e vida em abundância. Bebamos o sangue do cordeiro imolado.

No dia das mães não tem jeito é um dia só, apenas no segundo domingo, mas aí bebemos todas o dia é curto. E mãe tem mesmo o coração de manteiga, nesse dia nem percebe que o filho menor já está virando o copo.

Os festejos juninos, belíssima festa nordestina, se estendem por todo o mês de junho, razão de ser junino, e aí vão-se trinta dias de pura bebedeira, mas é bem curioso que nesse período o cidadão já não agüenta mais de pagar contas: material escolar e fardamento, IPVA, IPTU, IR,... por isso beber faz esquecer a intencionalidade contida na extensão da festividade.

Ufa! Graças a Deus um mês inteirinho de férias, então bebamos. Ninguém é de ferro!

Durante o ano todo nem se quer visitamos nossos pais, mas vale fazer uma comemoração básica pra tomarmos alguma no Dia dos Pais. E dá-lhe bebida o dia inteiro!

O nosso patriotismo se impõe e logo fazemos uma grande farra para comemorarmos a independência do país. Tudo bem que o território se tornou uma nação, mas e o povo, no que se tornou? ...Nada mais importa se estamos embriagados.

Nunca vi festa de criança sem bebida alcoólica, na verdade o dia é da criança, mas os adultos esquecem-se disso e bebem todas para encorajarem-se a ver uma realidade brutal: filhos que não quiseram ter.

Nossa! Os festejos das igrejas duram entre três e quinze dias. A venda de bebidas é somente para cobrir os custos, também é socialmente bebida, não agride a moral e os bons costumes.

É fúnebre a data, mas bebemos para esquecermos a dor da perda. Ou bebemos para esquecermos nossos mortos? Ou morreram por que muito beberam ou por que muito bebemos?

O fígado agüenta por isso não nos esqueçamos de acrescentar o aniversário de nossa cidade, do casamento, dos nossos pais, do patrão, da empresa, da loja mais rica da cidade, dos nossos filhos, pena que eu só tenho dois, mas alguns tem sete, nove. Acrescente dia de Tiradentes, da República, do padroeiro ou da padroeira da cidade. Lembre-se que sempre que o caso exigir ainda fazemos bebedeira em dias imprensados. Sim, aqueles feriados prolongados.

Vou me arriscar a somar, espero contar com a sua ajuda porque depois que tomo o primeiro gole tenho dificuldades com os números, mas vou com cuidado, aliás hoje não bebi pra cai, bebi apenas pra me escorar ( em você).

Então é Natal! Viva! Bebamos da véspera ao Ano Novo e agora calculeMOS, pois do Natal para o Ano Novo são apenas cinco dias, mas do Ano Novo para o Natal é um ano inteirinho de bebedeira!

Cidadania a Porrete

Aprender no porrete o que significa ser cidadão, ratifica o uso do castigo físico como parte de um sistema de controle de uma sociedade investida do sentido da ordem e da lei. Afirmar que a cidadania brasileira se constituiu diferentemente das demais, a base do porrete, não é nenhuma hipérbole, é sim uma declaração de dor de homens e mulheres ao buscar seu direito de ter direito.

No Maranhão o instrumento de castigo não só marcava os corpos como os eliminava, na década de noventa, por exemplo, não bastasse a violência física, marcou também a dor emocional, pois impiedosos políticos, posseiros e juízes encomendaram e comandaram despejos, expulsões e prisões ilegais.

No conflito pelas terras a mão de ferro dos tiranos ceifou vidas como a de Zacarias Gomes da Silva, mártir em Imperatriz, José Machado, em Pio XII; em Codó, Abílio Diniz, em Bacabal, Raimundo Luziana e Manoel Tintino, e suas famílias escaparam por muito pouco, mas com força o suficiente para continuarem na luta em defesa dos direitos humanos fosse de seus familiares ou de outras famílias. Se para o ex-marinheiro, Adolfo Ferreira dos Santos, o Ferreirinha, sua cidadania veio a porrete, para o agricultor maranhense Ferreirinha, o porrete lhe tirou o direito da cidadania, lhe tirou a vida.

Neste século XXI, as empresas do agronegócio invadem o nosso território privatizando a terra e fazendo escravos que sentem tão forte quanto fora o uso do porrete, sentem a dor da falta de liberdade e, sobretudo, sentem as condições indignas a que estão submetidos nas fazendas. Da água fazem consórcio e também submetem os pobres a quase total falta desse bem precioso, em alguns lugares no estado a água abundante e potável já só é encontrada nas fazendas.

Se o porrete lhes serviu ou serve para "quebrar o gênio" é a discussão que levanto ao estudar a história sócio, política e cultural desse estado que, recentemente, pela brava luta de seu povo levou a júri popular o poder judiciário. Um poder submisso a ordem política de uma oligarquia cuja força está na violência simbólica de que o seu coronel é imbatível, infalível e invencível.

Mas o povo alerta aos desmandos dessa oligarquia e da sonegação dos direitos por esse poder em crise se levanta e não se deixa quebrantar e mostra sua força:

• ao realizar fóruns para debater exatamente ainda o uso do porrete que se faz notar nas transferências de servidor sem que este a solicite, na exoneração de cargos sem justa causa, no confisco de recursos públicos em nome de uma nova ordem política, na morte de dezenas de crianças por falta de UTI;

• ao resistir como o fazem as quebradeiras de coco babaçu ao criarem a sua cooperativa;

• ao incluir na ordem do dia o processo de politização do povo maranhense, através dos seminários realizados pela Cáritas Brasileira, Comissão de Justiça e Paz, entre outras entidades ou movimentos sociais.

O povo maranhense está vivendo o momento em que o porrete no exercício de sua função, também lhe serve como instrumento encorajador para externar sua indignação.

Parabéns Bacabal!


Em noventa anos é possível acumular tanta experiência que pelo menos quatro gerações são beneficiadas com os saberes de quem já viveu tempo suficiente para ensinar.

Mas noventa anos não tem sido bastante para ensinar à maioria que, em ordem decrescente dos dias vividos, estamos contribuindo com o fim de nossa história, pois a corrida desenfreada para o poder de mercado tem levado alguns poucos endinheirados a trocar o campo de plantação de alimentos para saciar a fome de cerca de cem mil habitantes, por campo para plantação de capim para satisfazer o ego de criadores e alimentar uma quantidade de mais de quinhentas mil cabeças de gado. Sim, Bacabal já tem um rebanho bovino cinco vezes maior que sua população de homens e mulheres. Por questões fundantes como esta eu convido a todos à reflexão dessa minha pretensa poesia contemplativa dos noventa anos de nossa cidade.


NOSSA TERRA (BACABAL)


Minha terra tinha palmeiras,
Agora quase não há!
Tinha o canto do passáro,
Hoje, aonde canta o sabiá?
Matas totalmente devastadas,
O rio a não suportar,
Quisera meu Deus, quisera
O ambiente aguentar
Esse desatino do homem
Que tem prazer em devastar.
Mas a natureza nos responde
Com catástrofes a dizimar
Dezenas, centenas de seres
Que não sabem preservar.
Espero que o bacabalense
Possa colaborar
E nos noventa anos do municipio
Com o meio ambiente a reclamar
Possa cada cidadão
Um presentinho lhes dá:
Respeito para com a natureza,
Nossa mãe a nos abraçar.

Mais que pedofilia

Nessa sexta-feira, 23 de abril, a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI da pedofilia esteve em Bacabal, em audiência pública na Cãmara de Vereadores, com o objetivo de tratar sobre a violência contra crianças e adolescentes.

Compareceram as seguintes autoridades: Dep. Eliziane Gama, presidenta da CPI; Dr. Osiel Costa, promotor de justiça; Dra. Clenir Reis, delegada da mulher; Dr. Agnelo Rodrigues, presidente da OAB; Major Eriverton, comandante do XV Batalhão de Polícia; Vereadores(as) Ute Almeida, Liduina Tavares, Manoel da Concórdia e Erivelto Martins; representantes de Conselhos Tutelares de Bacabal, São Luis Gonzaga, Vitorino Freire e populares que ocuparam a galeria da Câmara.

É importante que um assunto destes entre em pauta para discussão popular e eis a importância da CPI e da audiência pública. Quero com esse reconhecimento parabenizar a deputada Eliziane Gama e todos que lutam por justiça e paz neste país.

Aberta a sessão, a palavra foi dada aos membros da mesa e em seguida foi franqueada e até que foi usada por alguns presentes. Eu também fiz uso do microfone para externar um pensamento que trago comigo em relação ao problema em pauta. Aqui exponho esse pensamento.

É comum nesse país desviar-se o foco dos problemas e assim, quando na política os seus agentes têm revelado seu caráter perverso e até pervertido, logo aparece um profissional que desvia o assunto levando o foco para a sociedade civil.

Pensemos o que está acontecendo agora, mal se pôs às claras a politiquice dos politiqueiros de plantão com dinheiro na meia, na cueca, no calção... então mudou-se o rumo da prosa e logo o assunto (lixo político) foi para debaixo do tapete e um novo assunto veio à tona: a pedofilia. Contudo, o problema que ora se configura mais urgente tem exigido a atenção das autoridades desde há muito, mas pouco se fez.

Em tempos de especulação busquemos a verdade em sua gênese. "E ninguém creia que esse seja um problema somente de padres: A maioria absoluta dos abusos sexuais de crianças acontece debaixo do teto familiar e no círculo do parentesco. O problema é bem mais amplo!"

A pedofilia extrapola os limites da família, da religião e da idade cronológica, por isso mesmo é que se devia fazer cumprir o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente: "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor."

Mas o problema é mais amplo porque passa pela falta de equidade das políticas públicas. Se por um lado há quem afirme ser o pedófilo um doente, por outro, há alguém, assim como eu, que afirme que a falta de políticas públicas eficazes fazem concretizar a ação do pedófilo.

Delimitando-se o espaço de observação dessa ausência das políticas públicas, e sua eficácia, convido-os a repensar o Maranhão com sua população de 6.367.138 habitantes (IBGE) e suas mazelas.

Como evitar que as crianças e os adolescentes se exponham se não há expectativas para uma vida digna para si e para suas famílias?

A grande maioria (65,4%) das famílias, com crianças de 0 a 6 anos de idade, tem rendimento familiar per capita de no máximo 1/2 salário mínimo. Isto implica em passar um mês inteirinho com, no máximo, R$ 255,00.

Mas não esqueçamos que no nosso estado há um grande déficit habitacional, logo, essa família provavelmente paga aluguel, água, energia elétrica e com o que sobra compra roupas, calçados, alimentos, remédios e outras necessidades. Ufa!!!

O Estado tem a segunda maior taxa de mortalidade infantil do país (39,2 por mil nascidos vivos). E todos lembram que recentemente cerca de vinte crianças morreram em Imperatriz por falta de UTI. Apenas estes casos foram noticiados, mas sabemos que a falta de uma política de saúde pública de qualidade pode ser notada na totalidade dos municípios.

É lamentável também em educação, pois o Maranhão está com o pior índice do País, com 38% das crianças de oito e nove anos analfabetas.

Daí por que entendo que o problema a ser debatido com o objetivo de combater a pedofilia seja o da moralidade política, ou seja, cumprir e fazer cumprir as leis. Aplicar eficientemente o dinheiro público como forma de garantir saúde, educação, segurança, moradia. Nada mais que dignidade, apenas dignidade e o povo estará psicológico e socialmente satisfeito. Se ainda assim o problema persistir, então admitirei que a pedofilia seja uma psicopatia e não uma doença psicossocial.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Liduína Tavares lança página na internet

A professora e vereadora em Bacabal (MA), Liduína Tavares, lançou nesta terça-feira, 1 de fevereiro, sua página na internet. O objetivo do blog é levar informações sobre o magistério e o seu trabalho frente à Câmara Municipal de Vereadores do município. Sejam bem-vindos. Este espaço é seu, cidadão de Bacabal.